Origem da Família Conde

Para você que lê se localizar no tempo, quem conta o abaixo é Agostinho Conde , nascido em 25 de Dezembro de 1906

"Antônio Conde , meu avô, era natural de Vila Fernando, *Distrito de Guarda, província de Beira Alta - Portugal. Contraindo núpcias com Antônia Gonçalves, residente na aldeia de Peroficós, freguesia de Seixo do Coa, Concelho de Sabugal e Distrito de Guarda, aí fixaram residência. Deste matrimônio nasceu apenas um filho, ao qual foi dado o nome de Manoel Conde e que mais tarde viria casar-se com Palmira Maria Pinto, natural de Miuzela, Concelho de Almeida do mesmo Distrito de Guarda e Província de Beira Alta.

O sobrenome "CONDE" , que só o ramo de meu pai usava, dizia uma lenda popular que provinha de Condes Titulares e portanto pertencentes a nobreza, que, na Guerra da Restauração, por questões políticas, teriam sido exilados com seus familiares, só regressando novamente à pátria após a morte de Dom João IV sem os títulos de nobreza e seus haveres confiscados. Se há algo de verdade, nunca se procurou saber.

Minha avó Antônia Gonçalves, após a morte do marido, Antônio Conde, contraiu segundas núpcias com Antônio Corrêa que residia na freguesia de Seixo do Coa, transferindo-se para lá. Tiveram diversos filhos, meus tios, porém com sobrenome de Corrêa. Os outros parentes de meu avó paterno os quais conheci pessoalmente , eram de sexo feminino adotando o sobrenome dos seus maridos ou com o da mãe, como era costume daqueles tempos.

Esses parentes se fixaram nas aldeias circunvizinhas de Vila Fernando, Albardo e Penedo.

Familiares mais antigos que nem meu pai ou talvez nem meu avô tenham conhecido, partiram para os Estados Unidos, Canadá, Argentina e mesmo Brasil, ( Maranhão e Pará), sem nunca mais se corresponderem com os que ficaram em Portugal."

*(Apenas para melhor entendimento, no Brasil a divisão política é  Estados, Municípios e Bairros e em Portugal é em Distrito, Concelho e Freguesias).